Perigo no confinamento: dicas para proteger crianças e jovens


Perigo no confinamento: dicas para proteger crianças e jovens

Credit Larm Rmah
Por Katia Gonçalves Mori

- Milhares de crianças e jovens podem estar em perigo em todo o mundo por causa do confinamento.

- UNICEF e as Comissões de Proteção de Crianças e Jovens sugerem especial atenção a sinais de vulnerabilidade e canais abertos de monitoramento e comunicação como medidas de proteção.

- 4 grupos de indicadores para o monitoramento de crianças e jovens em quarentena.

Especialistas em crianças e adolescentes como o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e as Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) têm alertado para o risco que podem estar expostas crianças e jovens de todo o mundo em tempo de confinamento.

UNICEF e a proteção de crianças e adolescentes

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) tem como missão defender e proteger os direitos das crianças e adolescentes, atendendo às necessidades básicas e criando oportunidades para que possam se desenvolver integralmente.

Durante a pandemia, o UNICEF sinaliza a importância de se retomar o contato presencial sistemático como forma de proteger as crianças e adolescentes. 

Entre as principais medidas, destaca como urgente:

- Definir os serviços de proteção à criança como uma atividade essencial do Estado, permitindo a continuidade e as atividades presenciais;
- Assegurar que a criança não esteja ausente de políticas públicas. É preciso que haja a resposabilização governamental, que seja atribuída responsabilidades de coordenação, implementação, monitorização e avaliação, visando facilitar a concretização das intervenções em todas as áreas e conferindo maior relevância às questões da infância e adolescência;
- Realizar uma avaliação sistêmica e independente, da capacidade do Sistema de Proteção à infância e Juventude para responder à atual situação e a situações futuras, nomeadamente, ao nível da capacidade operacional e cobertura geográfica dos serviços existentes (principais cidades, áreas urbanas e rurais, locais de difícil acesso, arquipélagos, entre outros).

Além dessas recomendações, é possível clicar aqui e conhecer as cinco dicas do UNICEF para proteger crianças e adolescentes em tempo de coronavirus.

Neste outro link, é possível ter acesso a uma página com conteúdo de extrema relevância produzido com a participação de especialistas em saúde global para fornecer informações precisas, confiáveis e baseadas em evidências científicas.

Comissões de Proteção e Crianças e Jovens

Em Portugal, As Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) atuam em diferentes contextos, juntamente com as escolas e professores, buscando manter um canal de comunicação aberto na perspectiva de proteção contra possíveis vulnerabilidades na sequência da pandemia do novo coronavirus

Entre as medidas de proteção, foi criada uma FICHA DE COMUNICAÇÃO DE SITUAÇÃO DE PERIGO, que auxilia professores a estarem atentos a sinais que podem indicar perigo de vulnerabilidade. A ficha traz indicadores físicos, comportamentais, escolares e familiares. No entanto, esses indicadores podem servir de guia para que qualquer pessoa consiga, na medida de suas possibilidades, estar atenta e participar de redes colaborativas de apoio mútuo em seus territórios. São eles:

Indicadores físicos dizem respeito à percepção em relação aos sinais de má alimentação, falta de higiene, violência física (ferida, arranhões, queimaduras etc.), cansaço, apatia, entre outros.

Indicadores comportamentais, como sinais de desmotivação incomum, desinteresse, atitude desrespeitosa ou desafiadora, agressividade, mau comportamento nas aulas virtuais, entre outros.

Indicadores escolares, como sinais de nunca participar de aulas virtuais (quando se é esperado que participe), dificuldade de adaptação, dificuldade incomum em aprender, entre outros.

Indicadores familiares, como sinais de abandono, violência doméstica, rejeição, descaso, quando os encarregados de educação delegam a função para terceiros, entre outros.

Vamos colaborar, juntos somos mais fortes!

O cuidado mútuo e atenção à vida é um processo contínuo. Ferramentas de monitoramento e iniciativas como essas podem inspirar políticas de acompanhamento em qualquer território. Consulte o que está disponível em sua cidade, promova a proteção, divulgue boas ideias, mantenha-se em segurança e desarme as diferentes formas de violência. A sociedade que queremos também depende de nós.


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