Pandemia: Como você lida com as suas emoções?

Como você lida com as suas emoções?

Emoções
Autoconhecimento
Estilos de autoconhecimento


Credit: Tengyart

Por Katia Gonçalves Mori

Estamos atravessando as crises provocadas pela pandemia da COVID 19 e com ela nossas emoções estão à flor da pele. É muito difícil lidar com as medidas de confinamento, com as (falsas) notícias, com as dificuldades pessoais, familiares, sociais, econômicas, sem falar com o medo da morte ou o luto. 

A ameaça da saúde física e psicológica é eminente, é fundamental cuidar das próprias emoções para estar bem e poder estar à disposição para ajudar a quem mais precisa. 

Segundo especialistas, é preciso cuidar da inteligência emocional, ou seja, da capacidade consciente de lidar com as próprias emoções. Para Daniel Goleman (2012), há basicamente três estilos ou padrões de autoconsciência sobre como sentimos as emoções e elas são a chave de nosso autocontrole. Saber quais são e como ela se manifesta em nós pode nos ajudar a conseguir inibir os sentimentos negativos e potencializar as emoções que desejamos. 

Você quer saber qual estilo você se encaixaria segundo esse padrão proposto? Veja abaixo qual perfil mais combina com você:

Resignadas

São pessoas que sabem o que sentem e aceitam seu estado de espírito sem tentar muda-lo. Podem ser bem humoradas ou deprimidas, mas são apáticas à mudanças, geralmente são adeptas do "deixa rolar". Isso pode ser ruim, pois nada a tira de padrão ainda que esse seja prejudicial à ela. Sendo assim, podem ter dificuldade em inibir a tristeza ou a frustração, por exemplo.

 Mergulhadas

Incapazes de fugir das suas emoções, são engolidas por elas. Como não tem muita consciência do que está acontecendo, ficam sem saber como reagir. Sendo assim, dificilmente conseguem exercer o controle sobre o que sentem. Por exemplo, não saber se é insegurança, ciúmes, baixa autoestima ou vergonha num determinado momento pode tornar até mesmo uma experiência corriqueira numa emoção negativa difícil de bloquear.

Autoconscientes

Essas pessoas têm clareza sobre tudo o que sentem. A vantagem é que quando experimentam sensações extremas positivas ou negativas sabem reconhecer e voltar ao equilíbrio se quiserem. Por exemplo, conseguem controlar a euforia extrema ao encontrar um ídolo, sabendo se comportar socialmente ou sair mais rápido de uma crise de frustração, luto ou raiva.

Para a autoconsciência é fundamental saber nomear as emoções e conseguir dominar as ações. A autoconsciência é o primeiro passo para o desenvolvimento da inteligência emocional. A boa notícia é que qualquer pessoa pode melhorar a sua própria capacidade de controlar as emoções e com isso começar a ter melhor desempenho em suas atitudes e reações no momento em que a emoção acontece.

Embora seja difícil de quantificar, como apontam estudos sobre o tema, elas não podem ser ignoradas. Será preciso mudar os  padrões de avaliação geralmente importados das ciências exatas se quisermos avançar sem "amarras" na compreensão de seus impactos. 


Fonte:

Goleman, Daniel. 
Inteligência emocional: a teoria revolucionária que define o que é ser inteligente
2a edição. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012



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